fachada casa de campo com pedra madeira e vidro refugio na mata jundiai fazenda campo verde
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CASA DELTRAP 

Local: Condomínio Fazenda Campo Verde, Jundiaí, SP
Área construção: 276 m²
Área terreno: 5587 m²
Ano: 2021
Engenharia: 3Delta Engenharia
Construtora: One House Engenharia
Fotografias: Adriano Pacelli
Divulgação: Archdaily

 

Implantada em um terreno de 5.587 m², com 80% de mata nativa preservada, a Casa Deltrap foi concebida como um abrigo essencial — um refúgio silencioso para viver e contemplar a natureza em seu estado mais bruto.

O projeto foi encomendado por um casal holandês, que divide sua rotina entre o Brasil e a Holanda e não ocupa a casa durante todo o ano. A solicitação era clara: criar uma residência que não ocupasse toda a área disponível para construção, prática e contida em seu programa, preservando o máximo possível da vegetação existente. Além disso, havia um desejo emocional muito forte: que a casa representasse um verdadeiro pedaço do Brasil, irreverente, leve, divertido e surpreendente.

Ao analisar o lugar, ficou evidente que esse desejo dialogava diretamente com a própria paisagem. A região é marcada por uma natureza dinâmica, com morros que mudam rapidamente de direção, criando contrastes de luz e uma sensação constante de surpresa e vontade de descoberta. A volumetria surge como resposta direta a essa leitura — uma arquitetura angulada, que traduz tanto o pedido dos moradores quanto a energia da mata que a envolve.

Duas decisões foram determinantes para o projeto. A primeira diz respeito à insolação. Se a casa fosse implantada alinhada à rua, teria o fundo totalmente exposto ao sol oeste, extremamente agressivo. A solução foi girar o fundo da casa e orientá-lo para a face sul, permitindo grandes panos de vidro ao longo da fachada, sem a incidência direta do sol da tarde. Essa decisão transformou a mata em protagonista: sempre iluminada ao longo do dia, ela passa a refletir a luz de forma suave para o interior, permitindo que a paisagem seja vista como um grande quadro contínuo.

A segunda decisão importante foi implantar a casa na cota mais alta possível, buscando luz, vento e afastamento da umidade. Essa posição elevada reduz a presença de insetos e umidade, além de favorecer o olhar no ponto ideal para contemplação: as copas das árvores, onde circulam pássaros e animais silvestres.

A relação entre interior e exterior foi pensada com cuidado. Diferente de muitas casas tropicais brasileiras, aqui a integração não poderia ser total. Trata-se de uma floresta real — viva, úmida e selvagem — e a casa permanece longos períodos sem uso. Por isso, o projeto estabelece um limite claro entre abrigo e natureza, oferecendo proteção sem romper o vínculo com o entorno.

Branco, madeira e pedra compõem toda a paleta. O branco cria contraste com a vegetação, enquanto a madeira e a pedra trazem calor e pertencimento. A casa não busca desaparecer na paisagem, mas sim marcar sua presença de forma discreta, como um contorno seguro entre o exterior selvagem e o interior acolhedor.

 

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