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Acesso principal da Residência ALNA com porta de madeira, pedra natural e jardim tropical
Fachada da Residência ALNA com madeira, pedra natural e vegetação em Jundiaí
Residência ALNA com piscina, deck de madeira e área social envidraçada em meio à mata em Jundiaí
Residência ALNA com grandes esquadrias de vidro integrada ao jardim e à mata
Residência ALNA com grandes esquadrias de vidro integrada ao jardim e à mata
Área gourmet da Residência ALNA com bancada de pedra e vista para o jardim
Cozinha da Residência ALNA com marcenaria de madeira, ilha central e vista para o jardim
Quarto da Residência ALNA com janela ampla voltada para a vegetação
Escada externa da Residência ALNA junto à parede de pedra e cobertura de madeira
capela envidraçada da Residência ALNA implantado em meio à vegetação
Jardim da Residência ALNA com painéis de madeira e vegetação em Jundiaí
Vista aérea da Residência ALNA implantada em meio à mata em Jundiaí

CASA ALNA

Local: Condomínio Fazenda Campo Verde, Jundiaí, SP
Área construção: 415 m²
Área terreno: 7.836 m² (total)  1.560 m² (clareira)
Ano: 2026
Engenharia: 3Delta Engenharia

Implantada em um terreno de 7.836 m², cercado por uma mata nativa densa e preservada, a Residência ALNA nasce de uma escolha quase intuitiva: tocar o mínimo possível naquilo que já existe. Apenas 1.560 m² correspondem à área de intervenção, enquanto 6.276 m² permanecem preservados. Dentro dessa imensa massa verde, a área disponível para construir assume a forma de um pequeno triângulo — quase como uma clareira cuidadosamente desenhada no coração da floresta.

Implantar uma casa ali significava, antes de tudo, entender o lugar. O terreno apresenta declividades suaves, entre 10% e 12%, que acontecem em diferentes direções. Em vez de corrigir a topografia, o projeto procura acompanhá-la. Uma única base cria o platô onde a casa se apoia, com intervenções de terra muito pequenas e uma diferença máxima de apenas 1 metro nos pontos mais críticos. Assim, a residência se acomoda ao terreno sem impor a ele uma nova geometria.

É dessa delicadeza que nasce a forma da casa. Em meio à mata, a volumetria se organiza como um “T”, quase como dois braços que se abrem para abraçar a paisagem. O eixo norte-sul orienta o bloco social e conduz o olhar para dentro da floresta, criando uma sequência de espaços onde a arquitetura desaparece aos poucos e a natureza ganha protagonismo.

No centro dessa composição, dois pátios naturais organizam a experiência de morar. Um, voltado ao norte, recebe a fogueira e se abre para momentos de encontro. O outro, ao sul, se volta para a piscina e para a paisagem. Entre eles, o bloco social estabelece uma conexão contínua entre os ambientes, permitindo que a casa seja atravessada pela luz, pelo vento e pelas diferentes nuances da mata ao longo do dia.

A orientação solar foi determinante para construir essa relação. O fundo do lote, voltado para oeste e noroeste, recebe a incidência mais intensa do sol da tarde. A solução não foi fechar a casa, mas protegê-la sem perder a paisagem. Um generoso beiral, associado a um brise diagonal na extremidade da varanda, filtra a luz mais agressiva e, ao mesmo tempo, direciona o olhar para dentro da mata. A arquitetura passa então a controlar o sol sem interromper a contemplação.

A ventilação também participa dessa experiência. A organização linear dos setores favorece a ventilação cruzada em todos os ambientes, fazendo com que o ar atravesse a casa naturalmente. Em um lugar marcado pela umidade, pela vegetação exuberante e pela presença constante da natureza, respirar bem também se torna parte da arquitetura.

A Residência ALNA não procura se impor à floresta, nem desaparecer completamente dentro dela. Procura encontrar um equilíbrio. Um abrigo que se apoia delicadamente sobre o terreno, abre seus espaços para a paisagem e preserva ao redor aquilo que torna aquele lugar único. Uma casa pequena diante da imensidão da mata — silenciosa, acolhedora e cuidadosamente posicionada no coração da floresta.

 

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